O amor, na verdade, é bom todo dia;
em
qualquer lugar, à qualquer hora.
O
amor, na verdade, é cotidiano;
com
café, vida lavada e cama aprumada.
Como
na ampulheta,
cada
grão do tempo é parte do que foi vivido,
do
que foi esperado, do que faz sentido
(a
cada hora, um novo então).
Como
um conta gotas,
o
amor enche de bálsamo o copo da rotina,
a
rota, o mote, a notícia
(a
cada gota, outra piscina).
E
a maré diária nos vai levando;
mesmo
no deserto,
à
esmo, por perto,
desperto
ou não:
o
amor de então é bom,
mesmo
com precisão
(preciso
mar navegado na verdade).
"A cada gota, outra piscina"
ResponderExcluirBela poesia, parabéns!
Valeu, Rafael! Já andei navegando em seu blog também e gostei muito do que vi por lá. Lá a imagem e o verso conversam e interagem, não é? Bem legal! Prabéns!!
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